O parlamentar denunciou a lentidão nas obras da UPA, o sucateamento da saúde bucal e o baixo salário dos profissionais, questionando o destino de recursos enviados por emenda parlamentar.
Na manhã desta terça-feira, 20 de janeiro de 2026, durante a sessão ordinária da Câmara Municipal de Castanhal, o vereador Rafael Galvão (PSDB) utilizou a tribuna para fazer um duro pronunciamento sobre a situação da saúde pública no município. Em seu discurso, o parlamentar destacou o que chamou de "passos de tartaruga" nas reformas de unidades de saúde e a falta de clareza na aplicação de recursos federais e estaduais.
Lentidão na UPA e Saúde Bucal Sucateada
Um dos pontos centrais da fala de Galvão foi a reforma da Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Segundo o vereador, que visitou o local recentemente, o ritmo das obras é insuficiente para atender à demanda da população mais carente.
"As reformas estão ocorrendo a passos de tartaruga e a população sofre com esse transtorno. Não falo como crítica, mas como preocupação", afirmou o parlamentar.
Além disso, o vereador denunciou o abandono da saúde bucal. Galvão afirmou que muitas cadeiras odontológicas nos postos de saúde são as mesmas de 20 anos atrás, da primeira gestão do atual prefeito Hélio Leite, descrevendo o cenário como "obsoleto".
Fuga de Profissionais e Baixos Salários
Rafael Galvão também pontuou a desvalorização dos profissionais de saúde. Segundo ele, o salário oferecido pela rede municipal de Castanhal é um dos mais baixos da região, o que tem causado a perda de bons especialistas para municípios vizinhos e menores, como Curuçá. "É uma vergonha o salário de um técnico formado passar cinco anos estudando para ganhar o que ganha em Castanhal", lamentou.
O "Mistério" de R$ 1 Milhão
O momento de maior tensão no discurso foi a cobrança por transparência. Galvão questionou publicamente o paradeiro de R$ 1 milhão destinados à saúde de Castanhal através de emenda da deputada federal Alessandra Haber.
"Onde está o dinheiro da deputada Alessandra Haber? R$ 1 milhão que até agora não teve transparência", indagou o vereador, pedindo que o prefeito "abra a caixa preta" das contas da saúde.
A cobrança foi reforçada por um aparte da vereadora Paula, que revelou a existência de outros montantes parados em conta, como R$ 1,216 milhão que teriam caído em junho do ano passado e mais R$ 300 mil destinados ao CEAPA que ainda não foram utilizados por entraves técnicos e burocráticos.
Pedido de Providências
Rafael Galvão encerrou sua fala reforçando que seu papel é fiscalizar e que continuará cobrando respostas até que o recurso chegue, de fato, na ponta — para o atendimento de pacientes cardiológicos, diabéticos e para a melhoria das condições de trabalho dos servidores da saúde.
ASSISTA AS FALAS DO VEREADOR NA ÍNTEGRA:
